domingo, 23 de setembro de 2018

domingo, 2 de setembro de 2018

Cabeçofissão do Maurício no início dos seus 25 anos

A maioria dos meus sonhos nunca foi íntima da realidade.

O real é mármore exigente e os meus sonhos são nuvens de perfume subversivas. Eles me entorpecem e me extasiam, mantém o viço da vida, regulam as mudanças em mim.

Eu não sou ninguém sem sonho. Eu me nutro deles como caule e raiz presos à terra. Às vezes minha cabeça fica enterrada nela, pensando-sonhando. Me compreendam!

Eu já tive meus sonhos perturbados e roubados mais do que consigo contar, mas com certeza mais do que deveria, pois... há números a se contar!

Todos os traumas são meus. Meus filhos não são teus.

Em geral, ainda tenho sede por saber tudo. Horóscopos, tarôs e orixás têm me fascinado.

Eu sou ateu. E acho que ao deixar de ser cristão eu rompi com o fascismo pela primeira vez. Ainda posso incorrer nele como todas as pessoas, mas não quero e isso faz diferença na hora de procurar saídas. Me acostumei com o abominável hábito de abrir portas em vez de pular janelas.

Estive à beira do fascismo mais vezes do que gostaria de contar... o resto você já sabe.

Não quero controlar as pessoas. O amor é uma travessia que exige consentimento. Se quero seguir meus próprios passos, por que negar isso a outra pessoa? Amai ao outro como a ti mesmo. O mais importante é amar a si próprio. If you can't love yourself, how the hell you gonna love somebody else? Can I get an amen up in here? 

As pessoas exigem de mim coisas que eu não posso dar. Muitas vezes eu dou... Como faz para parar?

Algumas pessoas me dão coisas que eu não sei ou não consigo retribuir. Espero que algum dia eu possa.

Eu me sinto um herói, um perfeito. Perfection is so... E tenho mais defeitos do que gostaria de [admitir]. Ugh... Eu preparo meticulosamente as armadilhas em que eu mesmo me jogo. Como faz para parar?

Às vezes tenho medo de como eu penso. Logo combato. É ruim pensar com medo.

O detalhe, um arquiaminigo.

Meu corpo é tudo o que tenho, é meu receptáculo de força, linguagem e prazer, é meu poder. Poder de sabichona!

Eu já achei que ia morrer tantas vezes... que eu não viveria muito... De certa forma, essa é uma vida nova, uma novidade. --- Acho que ganhei mais liberdade de sonhar com a minha própria vida. E isso é maravilhoso!










A mim, 
que ando de mão dadas com todas as fases da minha vida. 
A MS, 
que proporcionou a vazão necessária para essa cabeçofissão escapar. 
À CJ, 
que me providenciou a ideia de que escrever é um exercício de poder.