Não se pode sorrir sem assobiar.
O aço é uma liga metálica. Forte. Aço. Não pode ser produzido sem arder e fundir ferro e carbono. Não se pode sorrir sem assobiar. Pois são o som e as notas que inspiram o sorriso. Entalham a frio a admiração genuína de ver o corpo desenhar música na respiração e no vento. Espírito, Estética, Trabalho, Corpo e Natureza intimamente ligados ao sabor de uma canção. Se perderia no tempo não fosse as dobras instantâneas e deformadoras do sorriso.
Na face, o corpo em estado de graça.
Não se pode sorrir e assobiar.
Já é cientificamente comprovado que podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo. Milleniuns sabem bem disso. Contudo, duas coisas feitas ao mesmo tempo não tem a mesma qualidade de quando feitas uma de cada vez. Milleniuns sabem menos disso.
Já é conhecido à exaustão os limites vitruvianos do nosso corpo. Os olhos não enxergam a nuca. A língua não encosta no cotovelo. Pouca dedicação a saber que se você assobiar, não pode sorrir. Não há prazer sem fazer.
Não se pode sorrir nem assobiar.
No mundo que querem pra gente, não se pode sorrir nem assobiar.